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Ilegais escapam de prisao em NY.

4/4/2008

Governo volta a discutir envio de cartas para empresas que empregam ilegais


Fonte: Agência BR NEWS

Da redação com agências

Idéia é confrontar os dados dos funcionários com os dados do Social Security, a fim de tirar os indocumentados do mercado de trabalho.



A intenção do governo federal norte-Américano de reativar o projeto de enviar cartas “no-match”, que denunciam as irregularidades dos dados dos trabalhadores, tem provocado polêmica em certos setores da sociedade, porque tendem a piorar a crise econômica.

Na opinião de Jorge Mario Cabrera, diretor de comunicações da Aliança Nacional de Comunidades Latino Américanas e Caribenhas (NALACC), a medida do Departamento de Segurança Interna (DHS) poderá gerar discriminação, erros e muitas outras “dores de cabeça não só para empregados, como também para as empresas”. A entidade integra um grupo de organizações que em agosto de 2007 elaborou uma ação contra o DHS devido à medida que obrigava as empresas a confrontarem os documentos de seus empregados com uma base de dados do Social Security.

O regulamento estabelecia que a administração do seguro social deveria começar a enviar as cartas a aproximadamente 140 mil empresas, a fim de advertir sobre a necessidade de verificar a autenticidade dos número de Social Security de seus funcionários.

O grande problema apontado pelas organizações pró-imigrantes é que até mesmo os dados do Departamento de Seguro Social têm inconsistências. Michael Chertoff disse, no entanto, que o governo não abandonará seu plano de obrigar as empresas a despedir empregados que não tenham documentos. A previsão é começar a enviar as cartas no início de maio.

Para o NALACC, a intenção do DHS fará com que milhares de trabalhadores percam seus empregos, afetando ainda mais a economia norte-Américana. “Esta administração insiste cegamente em implementar leis obsoletas, desumanas e inoperáveis, mesmo que isso signifique piorar a situação econômica que vivemos”, criticou o diretor da Aliança.

A entidade, que agrupa mais de 70 organizações que trabalham pelos imigrantes, ressalta que os problemas enfrentados pela Califórnia e pelo resto do país não podem ser atribuídos aos imigrantes indocumentados. “Os Estados Unidos precisam dos imigrantes, não somente agora, como também a longo prazo. Por isso, é justo e prático oferecer uma reforma migratória para que essas pessoas possam continuar contribuindo com o país”.