Imigrar para os Estados Unidos

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Historia do Leitor

Maria Isabel Martins

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Bell Park
Bell Park

Aguarde, pois Maria Isabel tem muitas fotos originais aqui na pagina. Vale a pena ve-las.

 

MEMÓRIAS E IMPRESSOES DE VIAGEM
CALIFÓRNIA DREAMING

Viver em um país dito de primeiro mundo é algo de fato para ser vivenciado, muito mais do que para ser explicado. Há que se descobrir pouco-a-pouco. É nos detalhes que está a diferença, muito mais do que nas grandes coisas. Na minha opinião.
Começa pela manhã: toma-se um ônibus com sistema de ar-condicionado, e se você estiver andadando de bicicleta e mudar de idéia, vai ter um lugar à frente, no lado externo, onde poderá ser colocada cuidadosamente. Se tiver problema e andar em uma cadeira de rodas, não se preocupe, existe preparo para isso. O motorista aciona um botão e os degraus se ajustam à altura necessária. A pessoa sobe com a cadeira de rodas - os bancos da frente e no meio já são preparados para dar espaço. O motorista sai do seu lugar e o ajuda, inclusive colocando o cinto de segurança.
Não há roletas, cobradores, muito menos fiscais. O motorista é "senhor absoluto" dentro do ônibus, que tem telefone à sua (dele) disposição, e caso esqueça alguma coisa, é só ligar. O painel frontal tem comando digital, facilmente acionado. Mensagens de feriado e de utilidade pública são envidas por esse mesmo dispositivo. Para descer você não precisa levantar dez minutos antes da parada, pois raramente está cheio. Você levanta depois que o ônibus estiver parado. Os passageiros que querem entrar aguardam que desça, porque, geralmente, se desce pela porta da frente. Se tem que procurar o dinheiro, se tem dificuldade para descer ou subir, se esta cheio de pacotes, se esta com criancas, nada disso é problema. Tudo acontece sem pressa nem estresse. Todos aguardam tranqüilamente que o veículo (re)comece a andar, inclusive o motorista! Claro que isso incorre em problemas do tipo: uma viagem que poderia durar 30 minutos, leva uma hora, mas se ganha em qualidade de vida, acredito. Você se habitua a esses fatos e planeja seu tempo (ou replaneja).
Depois dessa viagem, você chega a um shopping, por exemplo. Lá, como em todos os lugares - e em todos mesmo! - sempre há um banheiro adaptado para pessoas portadoras de deficiência física e que usam cadeiras de rodas. Há rampas, calçadas rebaixadas, tudo (bem) preparado para este fim. Não há lugar, público ou privado, em ambiente interno ou externo, que não tenha sido adequado para essas pessoas. Também há papel higiênico e forro para o assento do vaso sanitário em todos os lugares, inclusive os banheiros públicos que existem por toda parte e mesmo na praia. Não há necessidade de ficar carregando papel higiênico na bolsa.
Se depois desse passeio você for à aula e estiver muito quente ou frio, não se preocupe. Há ar-condicionado central em todas as salas, inclusive as públicas e as comunitárias, aquelas que têm curso de inglês gratuito para os imigrantes.Também não há porque se preocupar com material escolar. Os livros, os papéis para exercícios, tudo é dado gratuitamente nas escolas. Caderno as crianças não usam. E os adultos, só para fazerem anotações de seu critério pessoal. As salas de aula são dotadas de computadores e as bibliotecas colocam Internet à livre disposição dos interessados.
Se você tiver um carro vais ser melhor. Pegue uma freeway, oh, meu Deus, qual? São tantas e tantas e você precisa se localizar antes de sair de casa. Todos os carros são "equipados" com mapas rodoviários, mas se tiver a direção exata de onde sair ou entrar, não há, absolutamente, problema algum, pois a sinalização é abundante. Mesmo assim, se errar o caminho e for uma pessoa de mediana inteligência, levará de 5 a 15 minutos para "reencontrar-se", pois tudo é feito de modo que situações como essa sejam facilmente resolvidas. Entradas e saídas, nomes de ruas, são fartamente indicados nos painéis. Duas coisas são exageradamente fantásticas: a malha viária e o complexo hoteleiro. Além do turismo, pelo visto, o Américano se movimenta muito, porque há um sem-número de hotéis para todos lados, em todas as cidades e em todas as estradas.
Depois disso, você resolve fazer uma carteira de identidade – nos EUA é a carteira de motorista que vale, a menos que não seja motorista - e vai ao órgão do governo, oh, esqueceu a foto, não se preocupe, tudo é feito na hora. O cadastro, o exame de vista, a fotografia, e mesmo o teste teórico, se já estudou antes pegando o livreto que é distribuído no mesmo órgão. Tudo sem burocracia, por US$ 12.00 e na hora, o que pode levar de 45min a 1h30min (o tempo depende do seu grau de preparo para o teste); e depois é só marcar hora para o exame prático de direção que se gasta em média 40min do momento que se apresenta até sair com a carteira na mão, digo, com a provisória, porque mandam tudo em casa, no seu endereço, que deverá estar bem atualizado e notificado o órgão competende de alguma mudança, sob pena de multa caso não o faça.
A confiança é o ponto alto na Califórnia, e provavelmente de todo o país, talvez a mais importante constatação feita. O que você informa ou diz é o que vale. Isso tem um valor muito maior do que pode parecer num primeiro momento, porque significa que as pessoas acreditam e confiam em você realmente. Numa loja, num órgão governamental qualquer, na rua, nada é questionado: o que você diz, vale. A famosa frase "você é honesto até que prove o contrário", é algo real e não simples frase de livro de direito. As lojas até tem segurança, mas você tem livre circulação com bolsas e sacolas.
A automatização pode ser percebida a olhos nus. Se ainda estiver andando na rua e de repente receber um jato de água, não se assuste, pois são os molhadores de plantas acionados automaticamente duas vezes ao dia, em todas as residências, parques e canteiros das ruas. Mesmo sem chover e com uma bacia hidrográfica, na minha opinião, pobre, eles conseguem arrancar água das pedras. Me disseram que vem do Canyon por aquadutos. Só o grande poder aquisitivo do californiano para poder bancar isso...
As ligações locais são gratuitas. Paga-se em torno de US$ 18.00/mês e pode-se ligar 24h/dia, 30/dias no mês durante todo o ano para as cidades com mesmo código de área e menos de 27km de distância, sem pagar um centavo a mais por isso, razão pela qual a Internet está em franca expansão, pois você só paga mais 22 dólares para o provedor e não corre o risco de vir uma conta de telefone gigantesca.
Tem também a limpeza de todas as ruas, que são varridas, aspiradas e lavadas, quinzenalmente.
Pode-se comprar tudo pelo correio. Para adquirir selos, por exemplo, é só deixar o cheque com o pedido na sua caixinha de correio que o carteiro leva. Não, não precisa se inquietar, o cheque não vai sumir.
Jornais e publicações diversas são adquiridas com uma moeda de um quarter na maioria das esquinas. Também há uma grande disponibilidade de publicações gratuitas para venda de carros, venda e locação de casas e apartamentos, emprego, anúncios diversos. Cada assunto com sua exclusiva publicação.
Na rua você vai ver muitas crianças. Quer dizer... indo para as escolas, nos parques, nos restaurantes e nos carros, especificamente do tipo Van que tem seis lugares, fabricados "especialmente" para as famílias Américanas. É que a família Américana constitui-se, no mínimo, de três crianças, cujas mães são essencialmente donas-de-casa e do tipo "mãesonas". Me explicaram que houve um babyboom há 10 anos atrás. Isso desfez a minha idéia de que a Américana é essencialmente executiva e trabalha fora.
As residências, ou bairros residenciais, são estruturados de modo a dar conforto e proteção para seus moradores. Parecem um labirinto, pois são poucas as ruas de acesso a eles e há altas muradas separando-os e protejendo-os de acidentes e barulho das grandes e movimentadas avenues, streets, lanes, boulevards, circles, drives, roads, highways e freeways, assim denominadas as vias públicas. As casas geralmente estão de costas para as ruas principais e suas frentes para o lado interno do bairro. Todas são dotadas com sistema de aquecimento ou refrigeração central, pias da cozinha com triturador de comida, fogão elétrico na maioria das vezes, e guarda-roupas embutidos tendo portas com espelho. Todas têm, pelo menos, uma banheira. Não há cerca na frente das casas que tem belos gramados e jardins bem cuidados - às vezes nem tanto. As garagens tem de luxuosos carros e barcos a quinquilharias de toda espécie, um verdadeiro lixão residencial.
As casas são todas parecidas, pintadas em três cores básicas: salmon, bege ou cinza. Há três tipos de casas distintas: as mansões, as da classe média e as mais pobres, mas todas têm a mesma estruturação e o mesmo nivel de conforto básicos. São as da classe média mais abundatemente vistas. Feitas de madeira especial que parece um aglomerado, levam uma camada de cimento por cima e todas as janelas e portas ganham plástico preto na volta e embaixo para evitar infiltração.Têm uma estrutura leve e flexível também para evitar grandes dasabamentos em momento de terremoto. Embora tenham aquecimento, elas são naturalmente "quentinhas" quando é frio e "fresquinhas" quando é calor na rua. Raramente se vê prédios de apartamentos residenciais, e quando existem, possuem dois andares, pois o espaço é bem aproveitado, e também em função dos terremotos. Isso torna as cidades da Califórnia essencialmente horizontais.
O Américano tem alguns hábitos interessantes como vender todos os trastes que possuem, objetos que ganham de brinde, roupas usadas, eletrônicos que funcionam e que não funcionam e tudo que você possa imaginar - e mais ainda o que não se consegue imaginar - nas famosas garage sale ou yard sale, aliás um hábito que acho muito sábio, pois já o pratico há muito tempo, mas que pretendo introduzi-lo oficialmente no Brasil (isto é, gostaria de). Mas eles dão muita coisa também. Seguidamente trocam coisas uns com os outros com a maior naturalidade, outras vezes colocam na frente da casa e qualquer um pode pegar e, se não acontecer, há os caminhões das organizações de caridade como a Salvation Army, GoodWill e outras similares que passam semanalmente para apanhar. Esses organismos vendem os produtos por preços bastante acessíveis. Assim, brasileiros, mexicanos e outros imigrantes em situações incertas conseguem montar uma casa rapidinho e gastando uma irrisória quantia. Mesmo Américanos são vistos em todos esses locais, porque, mesmo sendo os pobres uma minoria, eles existem realmente. De um modo geral, os cidadãos Américanos são muito simples, não há ostentação, especialmente o californiano.
Você tem ajuda para muitas coisas. A Cruz Vermelha e a Salvation Army dão cesta básica mensal e dinheiro para conta de luz, por exemplo. Se você não vai no dia certo para buscar, eles ligam para a sua casa e esperam que chegue. Parece no Brasil, não? Não!
Nas escolas públicas as crianças não são apenas um número. Existe o que pode-se chamar de atendimento personalizado, porque ligam para a casa, quando a criança não come na hora do almoço, apresente alguma coisa diferente como mordida de mosquito, sinta qualquer distúrbio durante a aula, ou mesmo não compareça à escola. Por que tanta admiração? Não está acostumado com isso, né?
Você vai continuar andando nas ruas e... vai notar que são poucas pessoas, como você, que estão nas ruas. Todas estão dentro de carros. Claro que tem excessão: nas praias, dias festivos, etc. Não há gritaria nem vozerio nas ruas porque não há ambulantes, não há pedintes, não há trombadinhas, não há prostitutas, não há praticamente pedestres, enfim.
O maior ruído é produzido pela polícia ou pelos bombeiros quando têm de trabalhar. Ah, nisso eles são muito fiasquentos... acionam sirenes para todos os lados, movimentam toda a frota de veículos, colocam muitas tochas na rua - se for de noite e estiverem fazendo uma blitz -. Se for caso de incêndio, aparecem carros de bombeiros de todos os lados, nunca menos que cinco, pelo que foi presenciado. E isso acontece mesmo quando é só um alarme falso. Sem contar que a polícia ronda a noite toda com suas sirenes.
Outra coisa que você vai notar andando nas ruas é a excentricidade Américana, mais precisamente, na Califórnia., cuja experiência estou colocando neste relato: as pessoas se vestem das formas mais variadas, cabelos muito coloridos, tudo na base do "cada um na sua". Claro que tem os executivos, as executivas, mas estes não são a essência da Califórnia. O "californiano legítimo" constitui-se de homens jovens ou cinqüentões de longos cabelos, brancos ou ruivos, geralmente presos tipo rabo de cavalo - às vezes também se apresentam de cabeça raspada do tipo gengiskan -, olhos muito azuis ou verdes cintilantes, a maioria deles tatuados. Você cruza por eles o tempo todo. As mulheres jovens usam cabelos curtos e as cinqüentonas e sessentonas, por sua vez, usam longos cabelos, às vezes brancos, cortados no tipo pantera soltos ao vento ou presos no alto da cabeça. As executivas adoram o cabelo escovado no jeito "recém-saído-do-cabeleireiro", que se nota de longe. As mulheres andam sempre "ornamentadas" por muitas jóias, pedras e ouro (baixo, é verdade, em torno de 14k). Cheguei a pensar em cafonice, mas a tempo me dei conta de que, na verdade, nós é que deixamos de usar para não sermos assaltadas e elas não correm tanto esse risco. A maioria maciça usa unhas postiças e, pasmem! os sutiãs são todos com enchimento. Agora estou na dúvida se elas realmente são "peitudas" ou se isso se deve ao bustoform. Me diga, quem souber...
Por vezes se tem a impressão de estar participando de um "filme Américano", pois assim como são vistos em alguns filmes, assim eles são: criaturas exóticas, de vastos bigodes, botas e chapéu cowboy, ou sandálias, bermudas ou jeans. Homens e mulheres, todos muito altos e gordos, que eu chamo de californian size, porém, às vezes muito magros também. Em motos pretas que lembram Mad Max, em carros com pinturas ou cores estranhas, em conversíveis, nos ônibus, ou mesmo a pé, assim são vistos e encontrados sempre.
Nas ruas, além disso, você vai notar outra excentricidade, como uma "classe" muito especial na Califórnia: o homeless. O nosso mendigo, porém com uma grande diferença. Nos Estados Unidos eles são alfabetizados, têm bicicleta, dão cartão de Natal, comem no Mc Donald's, usam tênis e jeans de boa qualidade e, na pior das hipóteses, tem grande senso de humor, pois carregam cartazes do tipo: "homeless tentando trabalhar, colabore" ou: "eu preciso de dinheiro pra tomar uma beer; homeless também tem direito", e por aí vai. Não me perguntem como eles conseguem ir tão longe. Coisa de Américano...
Se você quiser trabalhar precisa de carro, condição essencial para quem quer ser babá, empregada doméstica, faxineira e outros trabalhos menos qualificados, porque todos, a começar por essas profissões, têm, ou precisa ter, um veículo, chegando a média ser de quase três carros por família.
Não é o carro fator de identificação de classe sócio-econômica ou artigo de luxo, mas, antes de mais nada, de primeira necessidade. Todos dão um jeito de possuí-lo logo para ir ao trabalho. Fica patente, entretanto, que, dentro de carros velhos o motorista é sempre um brasileiro ou um mexicano recém-chegado. Em circunstâncias esporádicas Américanos um tanto pobres também são vistos em carros grandes e velhos também.
Por essa razão e por ser o berço da fabricação do automóvel, há uma grande quantidade deles circulando nas rodovias. É como a freeway dos gaúchos (minha) numa sexta-feira, às 18h, véspera de feriadão no verão, porém todos os dias, todas as horas em todas as freeways - e ainda se agrava na hora do rush. Só não consegui definir o que veio primeiro: se eles tiveram a necessidade de ter o automóvel ou, se a criaram para dar vazão à demanda de fabricação... São tantas indústrias automobilísticas, tantos modelos...e haja estrada para tanto. O transporte coletivo não é incentivado, sendo que algumas linhas nem funcionam aos domingos e outras só iniciam às 9h da manhã. Daí a necessidade de ter veículo próprio.
Apesar de os grandes centros serem muito violentos, há um clima geral de confiança e tranqüilidade para ir e vir. Também pode-se perceber ares de estabilidade econômica, embora tenham aumento do custo de vida, como gasolina e locação de moradia. A Califórnia tem tido um dos melhores desempenhos financeiros do País. Não é à toa o que dizem os próprios Américanos que a Califórnia é um país a parte dentro dos EUA e, é dito que, se fosse um país, seria o sexto mais rico do mundo.
O patriotismo pode ser observado em todas as ruas e casas; bandeiras Américanas são vistas por todos os lados e até no teto das igrejas. A meu ver, seja por isso talvez, uma nação tão próspera. Até porque eles trabalham de fato para isso. Isso foi outra importante constatação que fiz vivenciando o dia-a-dia deles: o Américano trabalha muito, toma café no carro, onde tem dispositivo próprio para colocar dois copos térmicos. De fato, o almoço não é privilegiado, sendo o jantar a refeição mais importante do dia, o que acontece muito cedo, em torno de 5h30min e 6h da tarde.
Os sindicatos existem, mas não são fortes. Os horários são muito flexíveis, do tipo você faz o seu schedule semanário; cada um determina quantas horas quer trabalhar, de acordo, claro, com os interesses da empresa. Se não pode, ou não quer ir, pode mandar alguém no seu lugar, trocar com um colega, enfim. Em geral as pessoas tem dois empregos, porque o esquema part-time é muito usado. Direitos trabalhistas, férias obrigatórias, muitos feriadoes e tantas outras mumunhas, são coisas que não existem na Califórnia e no resto dos EUA. A partir de um ano o empregado tem direito à uma semana, e vai aumentando numa proporção lenta. Pode faltar quants vezes quiser, mas se não trabalhar, NÃO recebe.
Os jantares formais e festivos são às 6h30min, e os restaurantes fecham às 22h. As festas em danceterias e shows não podem passar da 1h30min da manhã, quando muito das 2h, e isso é verdadeiro. Você é literalmente expulso se "der uma de brasileiro e ficar enrolando para sair, com uma cerveja na mesa". Raros clubes noturnos tem liberação para ir noite adentro e, certamente, será em outro estado.
Se resolver comprar cigarros ou bebida alcoólica, primeiro terá que mostrar a sua identidade e, segundo, não poderá beber na rua, tão pouco conduzir no banco do carro. Isto é proibido. Assim como também não poderá fumar nas danceterias, o que me fez muito feliz, pois odeio o cheiro horrível que se carrega junto quando se sai das danceterias do Brasil (I'm sorry about that!).
Se você resolver comprar um produto eletrônico, ou outro utensílio e não gostar mais em 90 dias, poderá simplesmente devolvê-lo e eles lhe darão dinheiro de volta sem reclamar. Existem setores próprios para isso. Eu ainda não sei se eles tem Codigo do Consumidor, mas de qualquer maneira a coisa funciona muito bem na prática.Todos os produtos são de muito boa qualidade e todos feitos para durar muito; inclusive os que vem da China, parecem, e devem ser, fabricados especialmente para os Estados Unidos, pois são na maioria diferentes dos que vão para o Brasil. Isso também explica porque alguns itens são tão caros. Sobre preço, outra coisa cara é a comida, especialmente a carne de gado e laticínios. Acredito que isso se deve ao fato de que todos ganham bem nos Estados Unidos, sendo o salário mínimo de US$ 6,25/hora. Algo bem diferente dos nossos peões, pobres coitados... Barato é a gasolina - em média US$1.60 por galão (= 3,78litros), os refrigerantes, os cosméticos, os eletrônicos e as roupas. Eles conseguem alguns milagres que não poderia ser explicado por regras de Economia, pois todos consomem muito e de qualquer maneira não há inflação escandalosamente alta.
Observando mais um pouco você vai ver que o Américano, e mais especificamente o Californiano, é ambicioso e simples. Um pouco conservador, educado e distante. Ambiguamente amistoso e frio, pois ao mesmo tempo em que todos se cumprimentam em todos os lugares sem se conhecerem, pouco há de toque pessoal e informal que existe entre os que se conhecem. Eles não são dados a muitas demonstrações afetivas, como os latinos, por exemplo. As palavras mais ouvidas são: Excuse me e I'm sorry. Eles pedem licença e se desculpam por tudo o tempo todo.
Então escureceu, é final de semana e você lembrou que precisava comprar algumas coisas. Mais uma vez não se preocupe. O comércio fecha às 22h, o supermercado funciona 24h/dia, os bancos funcionam até 18h e 18h, incluindo os sábados, e o comércio todo abre nos fins-de-semana. Ah, alguns só fecham em dia de Thanksgiving, o feriado mais especial dos Américanos. Não se surpreenda com a quantidade de itens que você vai encontrar. São muitas opções e variedades de um mesmo item. Maçã, café, queijos, frios de vários estados e países diferentes. E mais um montão de delícias que não conhecíamos. Os doces deles em geral são ruins, é verdade, mas em compensação a apple pie e a punpkim pie... oh my!
Na Califórnia tem praias, deserto, frio, calor e neve, tudo ao mesmo tempo. Tem de tudo para todos os gostos e para todas as exigências. Descendo do norte: tem San Francisco, uma das cidades mais charmosas do mundo; tem o Parque Yosemite - uma jóia da natureza; tem o Lake Tahoe, onde você pratica esqui no inverno e windsurf no verão; tem Los Angeles, Santa Mônica e Hollywood, a maior indústria de entertenimento do mundo; tem a Disneyland, a mais antiga; tem românticas estacções de esqui; tem vinhedos fantásticos; tem Palm Springs - com calor e neve ao mesmo tempo; tem San Diego com luxuosas marinas, deslumbrantes cenários para passeios de barco e Old Town - do tempo do "Golden Rush"; tem sítios históricos da colonização espanhola, tem o México na divisa. E como se não bastasse, tem ainda Las Vegas, Grand Canyon e Havai bem pertinho. Muita mais há para ser dito sobre as maravilhas da Califórnia.
Coisas ruins e/ou negativas?! Eles têm também, como pena de morte, terremotos, escandalos politícos, violência extremada em alguns momentos, aumento de gasolina, e tantas outras comuns a qualquer lugar do mundo. Mas por que falar das coisas ruins se as boas prevalecem e, além disso, as ruins a gente já conhece bem, não é mesmo?
Por tudo isso a Califórnia torna-se um lugar muito especial, seja para morar ou só para curtir umas férias.



BELLA MARTINS

Dez, 2000

 

 


Disney 45 anos


Huntington Beach


Californian Life Style. A Pacific Coast Highway eh um desfile constante.


Jardins da California.


de nove o famoso Californian Life Style. A Pacific Coast Highway vai de Seattle a San Diego, costeando por todas as prais da California.

Las Vegas, em frente ao Belagio Hotel, no show de luzes e agua.

Mission San Juan Capistrano


marina de San Diego


Ocean Beach - San Diego.
 

Pacific Beach, San Diego

Cable car em San Francisco
San Francisco

Victorian Houses em San Francisco


Pacific Beach, San Diego


Neve em Julho... pode??? para quem nao sabe, julho ja eh quase verao aqui nos eua.

Por do sol no Grand Canyon.

Santa Barbara, no litoral da California. Belissima cidade de praia, a umas 2 horas norte de Los Angeles.

Hawaii... Isso eh que eh vida.

Que tal essa 'legitima' havaiana???
Voces tinham que ver dancando 'Hula-Hula'